A comunidade indígena Kaingáng de Serrinha/Alto Recreio receberá a visita do secretário estadual de cultura do RS.

No próximo dia 27 de abril/2011, quarta-feira, o Ponto de Cultura Kanhgág Jãre, as instituições INKA e INBRAPI, receberão a visita do Secretário Estadual de Cultura, prefeitos, lideranças políticas e demais autoridades regionais para prestigiar a exposição artística “Eg Sinvi Hár”, do Projeto Interações Estéticas II edição, promovida pela FUNARTE/MINC em parceria com o Ponto de Cultura Kanhgág Jãre. Sendo esta exposição uma das atividades oferecidas pelo Ponto de Cultura durante o abril indígena, na presente data o Ponto de Cultura fará apresentações culturais de danças e cantos com crianças, jovens e o grupo cultural Kanhgág Kanhró, que faz parte do projeto ação Griô nacional.

Certamente esta será uma excelente oportunidade de visibilidade para o norte do estado, para as cidades próximas, bem como para o Ponto de Cultura Kaingáng.

Daniza Kaingág.

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Projeto de Formação Gesac acontece na TI Serrinha

Oficinas do Projeto Formação GESAC aconteceram nos dias 23, 24, 29 e 30 de março no Ponto de Cultura Kanhgág Jarê na Terra Indígena Serrinha – Ronda Alta, com a formação de três jovens multiplicadores, Viviane da Silva, Andressa A. Trindade e Leandro Sales com monitora Joziléia Daniza. Esta formação viabilizará o acesso as tecnologias e informações para esta comunidade indígena, possibilitando o aprendizado de novos saberes, bem como compartilhar os saberes tradicionais Kaingáng com outras comunidades que possuam interesses afins.

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Convite para o Abril Indígena no Ponto de Cultura Kanhgág Jarê

CONVITE

As Organizações Indígenas INKA – Instituto Kaingáng e INBRAPI – Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual tem a satisfação de convidar parentes indígenas, instituições parceiras – governamentais e não-governamentais, alunos e acadêmicos, a participar da Programação Abril 2011: Exposição Artística da II Edição “Eg Nén Sinvi Har”/Prêmio Interações Estéticas, Contação de Estórias e Apresentações Culturais com Grupo Kanhgág Kanhró/Griôs Kaingáng), em Comemoração ao Dia do Índio, a ser promovida no Ponto de Cultura “Centro Cultural Kanhgág Jãre” (Terra Indígena Serrinha – Alto Recreio, Município de Ronda Alta/RS), no decorrer do mês de abril/2011 e, em especial, da cerimônia de abertura da Exposição Artística da II Edição “Eg Nén Sinvi Har” (Projeto Interações Estéticas, patrocinado pela Funarte – Fundação Nacional de Artes em parceria com o Ministério da Cultura), a realizar-se no dia 01 de Abril/2011, às 10:00 horas, para a qual teremos imensa satisfação em recebê-los.

Para maiores informações e confirmação participação entrar em contato com Andila Inácio pelo Celular (54) 96352513 ou email institutokaingang.

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Projeto Interações Estéticas II Edição

Projeto Interações Estéticas II Edição

O Ponto de Cultura Kaingnhag Jarê/Instituto Kaingáng em parceria com o INBRAPI e com a artista plástica Juçara Valente, iniciaram no dia 25 de janeiro de 2011, as oficinas do Projeto " Eg Nén Sinvi Hár" Interações Estéticas II Edição. As oficinas de janeiro ocorreram nos dia 25, 26 e 27, no Ponto de Cultura Kanhgág Jarê/TI Serrinha – Ronda Alta, com apresentação das propostas de interações que irão ocorrer entre os artesãos e comunidade indígena e a artista plástica. As oficinas iniciaram com desenho de grafismo, pintura e montagem de puffs de garrafa pet, e apresentação da técnicas, moldes e elaboração de fuxico. Este pimeiro encontro de três dias foi um sucesso. Próximo encontro será realizado nos dias 1º e 2 de fevereiro, no Ponto de Cultura Kanhgág Jarê. Aconteceu ainda neste mesmo momento a oficina de Marcenaria com meninos da comunidade, sendo que o instrutor apresentou o equipamento e as diversas funções que este possui, os jovens terão estas oficinas ainda no mês de fevereiro e março sendo que posteriormente terão uma sala de marcenaria para produção de artesantos em madeira e MDF.
Daniza Kaingáng.
30/01/11

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Teatro do Oprimido nas Terras Indígenas

Teatro do oprimido nas comunidades indígenas

O teatro do Oprimido tem, desde o ano de 2007 feito parte das oficinas de capacitação, de direito sobre patrimônio cultural material e imaterial, conhecimentos tradicionais associados a biodiversidade, repartição de benefícios e biopirataria, em comunidades indígenas, nas cinco regiões do Brasil, pelas organizações indígenas Instituto Kaingáng (INKA) e Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI).

As técnicas, exercícios e as cenas elaboradas nestas oficinas, através do teatro Fórum, norteiam as discussões entre comunidade e os advogados facilitando o entendimento dos indígenas quanto as leis, normas e diretrizes nacionais e internacionais. O Instituto Kaingáng em parceria com o INBRAPI leva para as oficinas as multiplicadoras de TO do Ponto de Cultura Kanhgág Jãre, sendo a função destas, trabalhar sobre outro aspecto, dando uma abordagem diferente aos temas complexos dos direitos internacionais. O que se tem realizado nestas oficinas e pelo TO são cenas que os participantes baseados nas discussões constroem: de que maneira ocorre o acesso dos pesquisadores as Terras indígenas, o contato e a retirada do conhecimento tradicional e do material genético. Através do Teatro os indígenas participantes se identificam nas cenas, percebem como se dá esta forma de expropriação do seu conhecimento, do conhecimento do seu povo, sendo que na maioria das vezes estes indígenas não participam da repartição justa e eqüitativa dos benefícios, assim eles conseguem identificar a opressão a que são submetidos pela ganância do homem. Estas oficinas aconteceram primeiro com o encontro da região sul com os índios Kaingáng de diversas aldeias do Rio Grande do Sul, na cidade de Coxilha, em seguida estas ocorreram na região sudeste, na cidade de Paraty no Rio de Janeiro, com o povo Guarani, na região nordeste o encontro aconteceu com o povo Pankararu, na cidade de Takaratu em Pernambuco, na região centro-oeste as oficinas foram realizadas com os povos Umutina e Pareci em Barra do Bugres no Mato Grosso, e no norte a oficina aconteceu em com o povo Gavião no Pará. Nas oficinas e seminários o Teatro do Oprimido, suas técnicas, seus exercícios foram essências para a construção critica dos participantes dos eventos.

Além destas oficinas regionais o TO é multiplicado na aldeia da terra indígena da Serrinha, em Ponto de Cultura de uma comunidade indígena, embora inovador proporcionou que estes jovens se conhecessem através do teatro e estes puderam perceber as opressões muitas vezes mascaradas nesta sociedade que envolve as comunidades indígenas. O Teatro do Oprimido foi e é fundamental, porque a partir das oficinas, as multiplicadoras assumiram o papel instigador, interpelando constantemente os participantes, assumindo um papel integrador propiciando a reflexão crítica dos saberes adquiridos, bem como de suas próprias ideologias, desenvolvendo novos conhecimentos, baseados nos antigos. Partindo destes conhecimentos já apreendidos pelos participantes, e conduzindo-os à reflexão e a questionamentos, preocupando-se com a problematização, pois é no desafio que o ser humano desenvolve seu intelecto, ocorrendo, conseqüentemente, o aprendizado. No primeiro momento o maior desafio foi trabalhar a relação íntima entre a cultura e o espaço da aldeia, que identifica uma população enquanto um povo, respeitando seu tempo e espaço, que é essencial para a manutenção desta comunidade que já foi tão fortemente influenciada, desrespeitada e minorizada por grande parte dos colonizadores. A cultura Kaingáng possui mitos, com suas concepções, crenças e valores tradicionais, de forma oral transmitem sua história, suas práticas e sua organização tradicional, com a manutenção desta cultura diferente expressam seus anseios e reúnem elementos para a construção de projetos de vida melhor para a sua comunidade, enquanto comunidade diferenciada que enriquece a sociedade regional e nacional pluriétnica, e foram partindo destas concepções que se desenvolveram as oficinas de Teatro do Oprimido na Aldeia de Serrinha. Em decorrência do contato com os colonizadores, as populações indígenas, vítimas do genocídio e etnocídio, modificaram radicalmente sua forma de organização social frente às pressões externas, seja pelos órgãos governamentais, seja pela expropriação promovida pelos colonizadores europeus. Muitos dos costumes, tradições e religião foram perdidos, mas a língua falada, o Kaingáng e a cultura que restou, tem-nos afirmado como um povo que, através dos tempos, tem lutado pela sua sobrevivência física e cultural.

Em virtude da política indigenista oficial ocorrida através da Constituição Federal/88, que aspirava a integração dos povos indígenas à sociedade nacional e as pressões externas que não permitiram o aprendizado de valores vitais da cultura kaingáng pelas gerações daquele momento histórico, faz-se de suma importância o resgate da cultura kaingáng, nos seus diversos aspectos, que vão desde o resgate dos rituais, lendas, contos, danças, artesanatos, pinturas, vestimenta, comidas típicas, até a valorização da língua, que através do teatro do Oprimido tem-se afirmado. Assim, em face da atual realidade que propugna pela valorização da diversidade cultural, este é o momento propício de resgate cultural, dos kaingáng retornarem às suas raízes, às origens que lhe darão suporte rumo à garantia da continuidade e existência enquanto povo etnicamente diferenciado, sendo assim, o TO, enquanto método de expressão e formação de criticidade dos jovens vem remontando valores, fazendo com que estes se percebam enquanto sujeitos no processo de construção de suas sociedades e identidades, que possuem valores culturais diferentes dos não indígenas.

A cultura faz parte da vida das pessoas em todos os lugares, mas novas iniciativas culturais possibilitam novos olhares, e isto faz com que as pessoas modifiquem pensamentos, e ações que antes faziam parte de seu cotidiano, e a partir desta nova inserção cultural, percebem sob um novo olhar. O teatro do Oprimido modificou muitos aspectos neste processo de crescimento dos jovens Kaingáng, mas não se sobrepôs a cultura deles, este é um fato importante, porque assim é possível utilizar o teatro enquanto método resgate e divulgação da cultura Kaingáng.

J. Daniza Kaingáng – Multiplicadora do Teatro do Oprimido

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Intercâmbio ponto a ponto: Ponto de Cultura Kanhgág Jãre e Kirka realizam intercâmbio com palestras na Unive rsidade Federal da Fronteira Sul

O Ponto de Cultura Kanhgág Jãre participou na cidade de Chapecó do intercâmbio Ponto a Ponto com o Kirka, e realizaram diversas apresentações, palestras, contação de histórias, nas escolas São Francisco do bairro Seminário, Druziana Sartori no bairro Palmital, palestras nas Universidades, UNOCHAPECÓ e Universidade Federal da Fronteira Sul. Nas escolas e nas Universidades foram exibido o documentário Ser Kaingáng, além das apresentações culturais.

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Exposição de Artes Plásticas do Projeto Interações Estéticas

O projeto Interações Estéticas, realizado com o Ponto de Cultura Kanhgág Jãre e a artística plástica Juçara Valente, na Terra Indígena da Serrinha, em Ronda Alta, finalizou o projetoem grande estilo, com exposição das sua peças no Ponto de cultura, no período de 01 a 20 de abril. No período de 21 de abril a 20 de maio as obras estiveram expostas na sede do Instituto Kaingáng na cidade de Coxilha.

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